Rui Mota Pinto foi o primeiro convidado do Wedding Web Talks. Num momento em que surgem várias perguntas devido aos acontecimentos atuais, o Wedding Planner veio esclarecer algumas dúvidas. Perante o panorama atual, o profissional afirma que a calma é a palavra que tem de imperar. Até agora, dos 6 casamentos que está a organizar este ano, só um foi adiado.

Quais as medidas que estão a ser tomadas para ajudar o mercado e os noivos
Para manter a calma, é necessário todo o setor estar informado de tudo o que está a ocorrer – no mundo e em relação ao seu casamento. Assim, Rui Mota Pinto tem tentado ajudar o mercado com o seu LAB bridetobe by Rui Mota Pinto, através do qual oferece consultorias gratuitas para os noivos e profissionais.
Além disto, juntou-se a seis Wedding Planners do mundo inteiro para apoiar todos os casais de qualquer parte do mundo que precisem de ajuda nesta altura tão complicada. O objetivo de Rui é tirar a preocupação dos noivos que passam por: de ter de contactar com fornecedores, pensar em adiar o casamento, confirmar se têm devoluções, se os preços se mantêm, entre outros. Assim, nestas consultorias, os noivos encontrarão apoio e algumas linhas de orientação sobre os passos a dar para adiar o casamento, por exemplo. Para facilitar ainda mais o trabalho dos noivos, Rui criou drafts de emails – e colocou-os online – para enviarem aos fornecedores.
Se houver algum casal que precise de ajuda, é só ligar que eu estou cá para ajudar
Mercado está unido
Segundo o Wedding Planner, o mercado está muito únido nesta fase com o objetivo de ajudar os noivos. Há agora movimentos de fotógrafos que se disponibilizam para ajudar colegas do setor que não tenham disponibilidade para cobrir certos casamentos.
Apesar de tudo, há uma coisa que me deixa feliz nesta fase. A união do mercado por um objetivo maior: ajudar os noivos
“Adiar é como chegar elegantemente atrasado ao seu casamento”
Quando perguntado sobre a questão de adiar ou não o casamento, o profissional diz que o cancelamento está fora de questão, apesar de cada caso ser diferente. Quanto ao adiamento considera que temos de pensar na saúde de todos – dos noivos, convidados e fornecedores. O essencial agora é perceber quando deve ser tomada essa decisão, sendo que casamentos até ao final de maio correm o risco de não se realizarem.
É só adiar o festejo, porque não podemos cancelar o festejar, não podemos deixar de festejar o amor
O profissional considera que os casais que têm casamentos marcados a partir de junho podem estar mais calmos. Porém, aconselha a criação de planos B para ocasiões inesperadas.
Adiar para quando
Rui dá alguns passos a seguir: primeiro, perceber se existem convidados de fora, uma vez que a pandemia não está a evoluir em todos os países à mesma velocidade. Depois, num momento em que existe sobrelotação de datas é necessário encontrar alternativas, diz o Wedding Planner.
Outubro tem sido um mês ótimo em termos de tempo e tem de passar a ser uma opção
O profissional sugere várias alternativas. Considera que outubro e novembro vão ter de ser opções, tal como realizar o casamento a um domingo ou no início do próximo ano. Neste momento, os noivos têm de ser flexíveis, pois tal como eles, existem centenas de casais na mesma situação. Diz também que 90% do setor faz adiamentos sem custos extra.
Como comunicar o adiamento num momento que poderá ser difícil conseguir outra data
Segundo Rui, estamos numa fase em que os profissionais se encontram muito flexíveis e dispostos a ajudar. O mais importante é comunicar tudo, especialmente as razões para o adiamento, uma vez que, nesta altura, todos compreendem.
É seguro ir a um casamento? As companhias aéreas devolvem o dinheiro dos bilhetes?
O profissional criou um formulário no qual os convidados podem tirar todas as suas questões. Estas são depois remetidas para o próprio Rui e o mesmo esclarece todas as dúvidas. Tudo isto para os noivos não se terem de preocupar com nada.
É importante os profissionais serem proativos e tirarem estas preocupações aos noivos
Os noivos devem estar também sempre a par de tudo para reduzir o pânico dos noivos, por isso mesmo Rui aconselha que eles sejam atualizados da situação do casamento de dois em dois dias, no máximo.
Provas e vestidos – como manter a noiva calma
Segundo o Wedding Planner, vai ser necessária uma hierarquização das provas relacionadas com o casamento: uma prova de vestido precisa de mais tempo do que uma prova de catering que, por sua vez, precisa de mais tempo do que uma reunião com um fotógrafo.
É necessário criar uma noção de prioridades, sem tirar importância a nenhuma das áreas
Em relação ao vestido, a noiva tem de pensar que é apenas mais um elemento do casamento, apesar de Rui afirmar que é dos mais importantes.
Nesta fase, a parte mais importante não é o vestido, não é o Wedding Planner, não é a fotografia. Nesta fase, o mais importante é estarmos bem
Para manter a calma, aconselha que as noivas liguem às suas estilistas para garantirem que tudo corre como planeado. Mais uma vez reforça a comunicação.
E no final disto, seja com vestido, sem vestido, vestido enorme, vestido pequeno, no final do dia aquilo que mais importa é que vamos sair disto a celebrar o amor
Mensagem para os profissionais
Rui Mota Pinto espera que esta onda de união se mantenha mesmo quando tudo isto terminar. Deseja também que, depois desta fase, não haja tanta competição e concorrência. Volta a referir que é preciso manter a calma e que este é um momento no qual o setor se pode reinventar e se deve ajudar.
Se um colega meu precisar, eu serei o primeiro a estar lá
Mensagem para os noivos
O Wedding Tailor & Planner Rui Mota Pinto quer que os noivos se apoiem e confiem muito nos profissionais, pois eles estão cá para dar toda a ajuda necessária. Para eles também pede calma, afirmando que “o mundo já passou por coisas piores”. Estarmos fechados em casa, neste momento, é por um bem maior e se estamos assim há que ver o lado positivo: têm mais tempo para pensar no casamento e ter novas ideias.
Apoiem-se na razão pela qual vão casar. Vão casar porque se amam e no final disto vão continuar a amar-se



